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A literatura de A.A. no Brasil

Um companheiro americano radicado em São Paulo, se dispôs a traduzir o livro Alcoólicos Anônimos e comunicou-se com o GSO (General Service Officce), que respondeu sua carta em outubro de 1966 sugerindo-lhe a tradução dos onze primeiros capítulos, após a formação de um Comitê de Tradução.

Após longas discussões com A.A.W.S (Alcoholics Anonymous World Service) ocorreu a concessão para impressão do livro Alcoólicos Anônimos.

A publicação do livro Alcoólicos Anônimos, conhecido no Brasil como Livro Azul, proporcionou o intercâmbio oficial entre os Grupos existentes na época e o seu cadastramento, uma vez que o CLAAB (Centro de Distribuição de Literatura de AA Para o Brasil ) ia anotando os endereços, dias e horários de reuniões, conforme as solicitações do livro pelos Grupos, fornecendo-os às pessoas que buscavam ajuda.

Isto abriu caminho para que as demais obras de A.A. tivessem suas traduções aprovadas e publicadas.

A literatura tem desempenhado um importante papel no crescimento de A.A. Um fenômeno notável no último quarto de século foi a explosão de traduções de nossa literatura básica para inúmeros idiomas e dialetos. Em cada um dos países em que a semente de A.A. foi plantada, ela primeiro fincou raízes lentamente, passando a crescer a passos largos a partir do momento em que se divulgou a literatura. Atualmente o livro "Alcoólicos Anônimos" está traduzido para quarenta e três idiomas.

À medida que a mensagem de recuperação alcançava um número cada vez maior de pessoas, ela também passou a afetar as vidas de uma crescente variedade de alcoólicos. Quando a frase "Somos pessoas que, normalmente, não se encontrariam juntas" (citada neste livro) foi escrita em 1939, ela se referia a uma Irmandade composta em sua maioria por homens (e umas poucas mulheres) provenientes de um ambiente social, ético e econômico bastante parecido. Como muitas outras partes do texto básico de A.A., estas palavras revelaram-se muito mais proféticas do que nossos membros fundadores sequer poderiam imaginar. As histórias acrescentadas a esta edição representam a participação em nossa Irmandade de pessoas cujas características - de idade, gênero, raça e cultura - se ampliaram e se aprofundaram para incluir virtualmente qualquer indivíduo que os nossos primeiros cem membros poderiam esperar atingir.

Quem vende a literatura

O Escritório de Serviços Gerais da JUNAAB recebe muitos pedidos de venda de literatura de membros de A.A., profissionais e empresas interessadas na questão do alcoolismo. Aos membros de A.A. procuramos sempre esclarecer que essa pratica não é possível pois a venda de literatura faz parte da sustentação financeira de toda a estrutura de serviço, alem das contribuições repassadas pelos Grupos.

Quando a solicitação de venda parte de profissionais ou empresas de modo geral, informamos com base na localidade ou sede o endereço do ESL - Escritório de Serviços Locais mais próximo. Lembremos que os ESLs representam o nucleo oficial da estrutura para as operações de venda de literatura e a JUNAAB nao pode e nao deve estabelecer uma concorrência neste sentido. Sugerimos que os ESLs mantenham estoque minimo de cada titulo para atender a demanda local.

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