Notícias de A.A. (8)

A Estação Ferroviária Central do Brasil foi o palco, em janeiro, da estreia da exposição itinerante “70 Anos de Alcoólicos Anônimos no Brasil”, serviço sob a responsabilidade do CTO da Área 01. Realizada em cooperação com a SUPERVIA, empresa concessionária de transportes ferroviários, cumpriu o seguinte cronograma: 03 a 10 – Central do Brasil; Centro da cidade; e 11 a 17 – Deodoro; 18 a 24 – Ricardo de Albuquerque e 25 a 31– Bonsucesso – todas estações localizadas no subúrbio do Rio de janeiro.

A Exposição é formada por painéis e triedros que ocupam um espaço máximo de 25m². Em seus painéis, está representada a vertiginosa trajetória de crescimento de Alcoólicos Anônimos desde seus primórdios nos EUA, até sua chegada ao Brasil, no Rio de Janeiro, na década de 40, através do publicitário norte-americano Herb D. Sóbrio há apenas dois anos e, mesmo sem conhecer o nosso idioma, pode plantar a semente de amor em ação dessa frondosa árvore que representa Alcoólicos Anônimos no Brasil, cujos grupos espalham-se em todos os estados e em milhares de municípios, transmitindo essa mensagem de vida e sobriedade para uma imensa legião de homens e mulheres que, graças a ela, puderam libertar-se das garras do alcoolismo.

Em fevereiro, mês do carnaval, a Exposição foi instalada no “lounge” principal da Rodoviária Novo Rio e, no mês de março e princípio de abril, período da semana santa, no “hall” de desembarque do Aeroporto Santos Dumont.

Em meados de abril e durante o mês de maio, a Exposição foi recolhida para manutenção das ferragens e troca de algumas lonas avariadas no transporte e nas diversas montagens e desmontagens.

Em junho, a "Expo 70" foi instalada no hall principal do Palácio da Fazenda, prédio histórico do Ministério da Fazenda, no centro do Rio, por onde circulam em torno de 5.000 pessoas/dia.

Nos primeiros 15 dias de julho, a Exposição itinerante, atravessou a Baía de Guanabara e foi exibida na Casa das Artes, espaço municipal da cidade de São Gonçalo, a segunda mais populosa do Estado do Rio de Janeiro.

A Exposição, durante os 30 dias seguintes, foi apresentada aos usuários do Metrô Rio. Sendo exibida por 10 dias em cada uma das 3 estações: São Conrado, saída Rocinha (maior comunidade do Rio de Janeiro), Siqueira Campos, mais movimentada do bairro de Copacabana e encerrou sua trajetória nessa concessionária, na estação Carioca, com certeza a mais emblemática da cidade.

No sentido de incentivar outras Áreas a realizarem projetos similares, a "Expo 70" estará em Além Paraíba, divisa com Três Rios no Sul Fluminense, onde ficará por 15 dias no Cine Teatro Brasil.

Em setembro, quando o A.A. completará 71 anos no Brasil, a Exposição que comemorou os seus 70 anos encerra sua trajetória, ficando exposta na PUC-RJ, universidade onde circulam quase dez mil pessoas/dia, entre estudantes, professores, servidores e visitantes. No dia 13, encerrando as comemorações dos 70 anos, os CTOs da Área 01 e do ESL-RJ, em conjunto, promoverão na PUC, num excelente auditório, dotado de toda tecnologia e ao lado da "Expo 70", o seminário para profissionais: Alcoolismo: conhecer e tratar.

A entrada para ver a Exposição em comemoração aos “70 anos de Alcoólicos Anônimos no Brasil” é sempre franca e são milhares de pessoas atingidas por nossa mensagem, o que nos deixa bastante otimistas quanto a seu alcance social.

Trazemos mais informações e considerações sobre alcoolismo e Alcoólicos Anônimos, esperando que possam ser-lhe úteis, não só no contexto profissional, como na vida em geral.

Permanecemos à disposição para cooperar como for possível – se você tiver interesse em receber uma breve visita de alguns membros de A.A. para discutir as possibilidades dessa cooperação, basta enviar-nos um e-mail: cto@alcoolicosanonimos.org.br – teremos prazer em colocá-lo(a) em contato com nosso escritório ou grupo mais próximo!

Fraternalmente,
CTO/JUNAAB – Comitê Trabalhando com os Outros 
da Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos do Brasil

Dados sobre o consumo de álcool no Brasil (*)

  • Em 2010, mais de 40% dos estudantes do Ensino Fundamental e Médio tinham usado álcool nos últimos doze meses; o mesmo valia para 72% dos universitários brasileiros em 2009;
  • Em 2005, a prevalência estimada de alcoólicos na população brasileira era de 12,3%; aplicando tal percentual sobre esta população, tal como foi estimada pelo IBGE em 1º de julho de 2016 (206,1 milhões), temos como resultado mais de 25 milhões de alcoólicos no país.

(*) Fontes: 
http://www.aberta.senad.gov.br/medias/original/201704/20170424-094329-001.pdf 
ftp://ftp.ibge.gov.br/Estimativas_de_Populacao/Estimativas_2016/serie_2001_2016_TCU.pdf

Mais sobre alcoolismo (**)

Não há dúvidas de que um alcoólico precisa ser libertado de sua compulsão pelo álcool e, com frequência, isto requer tratamento hospitalar antes que medidas psicológicas possam ser inteiramente proveitosas. (...) O fenômeno da compulsão limita-se a esta categoria de pessoas e jamais acontece com o bebedor moderado médio. Essas pessoas (...) nunca podem, sem correr riscos, consumir álcool de qualquer espécie. E, tendo criado o hábito e descoberto que não conseguem abandoná-lo, (...) seus problemas se avolumam e sua resolução passa a ser extremamente difícil. (...)
Homens e mulheres bebem, essencialmente, por gostarem do efeito produzido pelo álcool. (...) Para eles, a vida de alcoolismo parece ser a única vida normal. Tornam-se inquietos, irritáveis e descontentes, a não ser que possam ter novamente a sensação de alívio e conforto que chega logo após tomarem alguns goles – goles que eles veem os outros tomarem sem problemas. (...) Depois que se desenvolve o fenômeno da compulsão, eles passam pelos bem conhecidos estágios de bebedeira, da qual emergem cheios de remorso, com o firme propósito de não beberem outra vez. Isto se repete inúmeras vezes e, a menos que essa pessoa possa sofrer uma radical mudança psíquica, há muito pouca esperança de recuperação.
Por outro lado – por mais estranho que isto possa parecer aos que não compreendem – quando ocorre uma mudança psíquica, aquela mesma pessoa que parecia condenada, que tinha tantos problemas a ponto de perder as esperanças de resolvê-los algum dia, de repente se vê capaz de, com facilidade, controlar seu desejo de beber, precisando para isso apenas do esforço necessário para seguir algumas regras simples.
(...) [O fenômeno da compulsão] ... diferencia tais pessoas e as coloca numa categoria especial. Nunca foi definitivamente erradicado por meio de quaisquer dos tratamentos que nos são familiares. O único alívio que podemos sugerir é a total abstinência.
Isto nos lança imediatamente num caldeirão fervente de debates. Muito tem sido escrito a favor e contra, mas, entre os médicos, a opinião geral parece ser que a maioria dos alcoólicos crônicos está condenada. Qual a solução? (...)

(**) Fonte - esta citação encontra-se no livro Alcoólicos Anônimos. JUNAAB. São Paulo, 2012, págs. 23-30.


Estes fragmentos são de uma carta assinada por William D. Silkworth, médico especialista em alcoolismo que travou contato com aqueles que viriam a tornar-se cofundadores de A.A. Embora tenha sido escrita no final dos anos 1930, entendemos que sintetiza, a partir de um ponto de vista profissional, a experiência desde então acumulada, e leiga, dos membros de Alcoólicos Anônimos no mundo.

O Dr. Silkworth responde à pergunta acima narrando seus contatos com Bill W. e o nascente movimento que, ainda em 1939, produziu o livro de mesmo nome, a cujos leitores ele assim se dirigiu: “Sinceramente aconselho a todos os alcoólicos que leiam este livro até o final. Embora talvez venham para zombar, pode ser que fiquem para uma prece”. O livro expõe, em linhas gerais, a proposta básica de A.A.

Mais sobre Alcoólicos Anônimos

Os pioneiros em A.A. enunciaram Doze Passos (inspirados na psicanálise, no pragmatismo e em práticas religiosas tradicionais, tanto ocidentais quanto orientais), cuja prática é sugerida, não de forma solitária, mas sim compartilhada em reuniões regulares em grupos; com ajuda dos membros mais experientes em relação aos recém-chegados, o chamado apadrinhamento; e organizando-se numa estrutura - baseada em Doze Tradições sugeridas para a convivência nos grupos e em Doze Conceitos para o Serviço Mundial -, voltada à prestação de serviço voluntário de divulgação e cooperação com a comunidade, com a finalidade de preservar, em longo prazo, a própria sobriedade, e de passar adiante a mensagem de A.A., fazendo o necessário para que sua proposta alcance todos quantos desejam libertar-se das angústias do alcoolismo.

Com o passar do tempo estes princípios, a história e o desenvolvimento da Irmandade ensejaram a produção da literatura oficial de A.A., dirigida a alcoólicos, mas também a profissionais; ela tem-se mostrado útil para apoiar o modo de vida sóbrio dos AAs e para inspirar ações de cooperação com a comunidade profissional, respectivas instituições e organizações sociais.

Voltamos a escrever-lhe, dessa vez para informar sobre a nossa política financeira, um tanto incomum.

Dentre as assim chamadas Doze Tradições de A.A. – princípios pelos quais nos organizamos como sociedade de alcoólicos em ação –, a Sétima Tradição sugere que “Todos os grupos de A.A. deverão ser absolutamente autossuficientes, rejeitando quaisquer doações de fora”. Isto é, nossos grupos “devem ser inteiramente autofinanciados pelas contribuições voluntárias [e anônimas] de seus membros. Acreditamos que cada grupo deve atingir, em pouco tempo, esse ideal; que qualquer solicitação de fundos usando-se o nome de A.A. é altamente perigosa (...). A experiência tem nos demonstrado, frequentemente, que nada pode destruir nosso patrimônio espiritual com tanta certeza, como discussões fúteis sobre propriedade, dinheiro e autoridade”.

As Tradições foram formalmente expressas onze anos após o início do movimento que gerou A.A. Ou seja, entre 1935 e 1946, os primeiros grupos buscaram doações externas e sofreram com disputas internas envolvendo dinheiro e autoridade. A certa altura, ninguém menos que John D. Rockfeller – antigo magnata norte americano – aconselhou nossos pioneiros a serem prudentes em matéria de finanças. O conselho foi acatado e chegamos até aqui unidos, praticamente isentos de problemas graves nesse campo tão problemático.

Retomamos contato consigo para abordar, desta vez, o aspecto de quem pode tornar-se membro de Alcoólicos Anônimos.  Conforme nossa Terceira Tradição, “Para ser membro de A.A., o único requisito é o desejo de parar de beber”. O enunciado integral afirma que não podemos “recusar quem quer que deseje recuperar-se. A condição para tornar-se membro não deve nunca depender de dinheiro ou formalidade”.

Qualquer pessoa pode declarar-se membro, se assim o quiser. Ninguém poderá mantê-lo de fora. Quem quer que seja, por mais baixo que tenha chegado, por mais graves que sejam suas complicações, até seus crimes, não terá negada sua acolhida em A.A. Não tememos que alguém nos faça mal, por mais perverso e violento que seja: “Queremos apenas ter certeza de que todos os alcoólicos que assim o queiram terão a mesma oportunidade de chegar à sobriedade que nós tivemos. De modo que qualquer pessoa será membro de A.A. a partir do instante em que assim se declarar”.

Trazemos mais informações e considerações sobre alcoolismo e Alcoólicos Anônimos, esperando que possam ser-lhe úteis, não só no contexto profissional, como na vida em geral.

Permanecemos à disposição para cooperar como for possível – se você tiver interesse em receber uma breve visita de alguns membros de A.A. para discutir as possibilidades dessa cooperação, basta enviar-nos um e-mail: cto@alcoolicosanonimos.org.br – teremos prazer em colocá-lo(a) em contato com nosso escritório ou grupo mais próximo!

Fraternalmente,
CTO/JUNAAB – Comitê Trabalhando com os Outros
da Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos do Brasil

Retomando nosso contato, pensamos ser este um bom momento para apresentar-lhe, de forma comentada, os Doze Passos sugeridos por Alcoólicos Anônimos para reabilitação do alcoolismo.

Em meados de 1937, cerca de 40 alcoólicos estavam conseguindo manter sua sobriedade junto a dois pequenos grupos formados em Nova Iorque e Akron, a partir dos quais nasceria a Irmandade hoje mundial.

Todos concordaram que era tempo de expressar, de forma clara, completa e simples, os princípios através dos quais estavam conseguindo alcançar e manter uma vida sóbria, feliz e útil.

Até aqui procuramos apresentar-lhe elementos básicos para uma compreensão realista sobre o funcionamento de A.A.: nossa experiência com a doença alcoolismo e os Doze Passos sugeridos para a reabilitação pessoal.

Nesta oportunidade trazemos a ferramenta do apadrinhamento pessoal em A.A. Trata-se do processo pelo qual “um alcoólico que já tenha feito certo progresso na recuperação compartilha essa experiência, de uma maneira contínua e individual, com outro alcoólico que ainda esteja tentando conseguir ou manter a sobriedade através de A.A.”, assim facilitando o aprendizado de como viver sóbrio.

aanonimo

Para comemorar seus 70 anos de atuação no Brasil, Alcoólicos Anônimos (A.A.) criou o "Amigo Anônimo", um bot do Messenger (Facebook) que ajuda a identificar características de alcoolismo e utiliza tecnologia de geo-localização para facilitar a busca de grupos de apoio próximos aos usuários.